
Ipueira dos anos 80 se faz presente.
Ipueira parecia um desses lugares que querem crescer.
O silêncio, reinando em todos os instantes..
Carros? quase nenhum na rua.
As brincadeiras nos Oitão, o Grupo Velho,
Dona Bibi, a professora inesquecível.
Dra Núbia, a médica que hipnotizava com seus porres dionísios;
D. Luzia e Madim'Ana eram as médicas da família.
Atendiam e não cobravam... remédios infalívies: a fé.
Lembro-me com saudades dos anos 80.
O fim do “Grupo Véi”,
O advento do Grupo Novo
As disputas constantes pelas manobras radicais do Dicionário Seridoense
Péu, um negro que até hoje me vem na lembrança.
Pois seus porres foram edílicos... Líricos
Os banhos no Açude Velho...
Aos domingos... a valentia de Seu Moreira
Contra os imprecisos.
Vila sem cabaré.
O velho Cavalo Marinho.
O foguetório... Chhhic Buuum nos festejos da Perpétua Socorro!
E os bruguelo com seus medo enfiados nas saias balão.
“Viva Zé Pereira, Viva Juvenal...”
Papangu...HUUUUUUUUUU...Bolão de angu!
Nas tardes mornas,
O que mais gostava
era espiar as peladas e as jogadas do nego, O Lau.
quem não o lembra?
desfez-se num sonho de craque.
Nas noites dos anos 80, histórias do Nego Saco...
Atordoava os pivetes.
Ele foi visto na oiticica, dizia alguns.
Outros cantavam a Serra do Cavalo.
E suas Meninas...
Perdidas!
Dormia com medo de Deus.
Pregava-se que havia um Deus que punia,
hoje sei que Deus está na flor.



